O funcionamento do mundo atual torna cada vez mais difícil transitar e viver com tranquilidade. As grandes cidades não propiciam qualidade de vida, gerando poluição sonora, auditiva, estresse excessivo, além da violência cada vez maior. As pressões, o corre-corre das pessoas que, ansiosamente, se apressam sem saber bem para onde ir.
Há um automatismo desumano onde as pessoas parecem robôs. Rígidas, tentando controlar tudo e se deixando atingir pelos estímulos e tentações da roda da vida. Cada vez mais insatisfeitas, buscam preencher um vazio existencial que não tem fim. A direção do olhar é sempre para fora de si e, por isto mesmo, o encontro com o verdadeiro eu nunca acontece. O prazer é perseguido naquilo que há de mais superficial. O desejo é voltado para a conquista material, contínua e incessantemente.
È uma pena o tempo que se perde na busca inútil de uma felicidade fabricada por uma publicidade que vende ilusões. Tomara que a crise mundial proporcione uma reflexão coletiva sobre o fracasso do modelo capitalista e da grande necessidade de fazer circular mais amor e ações solidárias.
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