segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Elogio

Já reparou como o elogio desmonta (de um modo bom) qualquer pessoa? Mesmo aquelas que não sabem como recebê-lo, pois ficam ainda mais sem graça.
Nos dias de hoje, em que mal temos tempo de dar um oizinho pra quem a gente ama, mas está um pouco distante (amigos, familiares...), as pessoas acabam ficando mais e mais individualistas e se fechando numa casca, como bichinhos. Pra que tanta proteção?
Muitas pessoas têm medo de fazer elogios e não receberem outro(s) em troca. Ei, você aí, não aprendeu ainda que não podemos fazer nada esperando algo em troca?
Outras pessoas têm medo de expor seus sentimentos por achar que vão ficar mais vulneráveis se exaltarem as qualidades dos outros. Elas não enxergam que, um elogio sincero, ao invés de demonstrar que o outro é melhor, mostra que elas são melhores, pois sabem reconhecer e enaltecer o lado bom de alguém.
Como você se sente quando recebe um elogio? Principalmente com relação a algo que se esforçou demais para fazer e até o momento ninguém tinha reconhecido?
O elogio tem um poder enorme sobre nós; nos deixa imensamente felizes. Muitas vezes, nos faz ganhar o dia!

Então por que perder a oportunidade de fazer um elogio sincero a alguém? Elogie o seu companheiro/a. Elogie a pessoa com quem você está flertando. Mas sempre de modo sincero!

Elogio você, que está aí lendo o que eu escrevi até o fim, pois quase ninguém teve paciência para ler este pequeno texto. Parabéns pelo interesse!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

terça-feira, 6 de abril de 2010

Linda Rosa


Pior que o melhor de dois
Melhor do que sofrer depois
Se é isso que me tem ao certo
A moça de sorriso aberto
Ingênua de vestido assusta
Afasta-me do ego imposto
Ouvinte claro, brilho no rosto
Abandonada por falta de gosto

Agora sei não mais reclama
Pois dores são incapazes
E pobres desses rapazes
Que tentam lhe fazer feliz

Escolha feita, inconsciente
De coração não mais roubado
Homem feliz, mulher carente
A linda rosa perdeu pro cravo

Pior que o melhor de dois
Melhor do que sofrer depois
Se é isso que me tem o certo
A moça de sorriso aberto
Ingênua de vestido assusta
Afasta-me do ego imposto
Ouvinte claro, brilho no rosto
Abandonada por falta de gosto

Agora sei não mais reclama
Pois dores são incapazes
E pobres desses rapazes
Que tentam lhe fazer feliz

Escolha feita, inconsciente
De coração não mais roubado
Homem feliz, mulher carente
A linda rosa perdeu pro cravo

Homem feliz, mulher carente
A linda rosa perdeu pro cravo

Maria Gadú - Linda Rosa

Quem Irá Nos Proteger



A inveja é a vontade de ter o que não é seu
O ciúme é o medo
De tomarem o que é meu
Não nos sirva a ninguém
Dê à ingenuidade adeus
Muitos querem se vestir
Do que não lhes fica bem
Sempre imitando o alheio
Malidicenciando em vão
Não nos sirva a ninguém
Dê à ingenuidade adeus

Vanessa da Mata - Quem irá nos proteger

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Verbo Ser




Que vai ser quando crescer?
Vivem perguntando em redor. Que é ser?
É ter um corpo, um jeito, um nome?
Tenho os três. E sou?
Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito?
Ou a gente só principia a ser quando cresce?
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste?
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas?
Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R.
Que vou ser quando crescer?
Sou obrigado a? Posso escolher?
Não dá para entender. Não vou ser.
Vou crescer assim mesmo.
Sem ser Esquecer.

Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 19 de março de 2010

Ah! Os Relógios


Ah! Os Relógios
(Mário Quintana)

Amigos, não consultem os relógios
quando um dia eu me for de vossas vidas
em seus fúteis problemas tão perdidas
que até parecem mais uns necrológios...

Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.

Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual, uma porção.

E os Anjos entreolham-se espantados
quando alguém - ao voltar a si da vida -
acaso lhes indaga que horas são...

Mário Quintana